quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Artigo em jornal do Vaticano elogia ‘Os Simpsons’

‘L’Osservatore Romano’ propõe uma ‘teologia simpsoniana’.Artigo fala sobre a abordagem da fé no desenho norte-americano.


'Os Simpsons': elogio do Vaticano no aniversário de 20 anos. (Foto: Divulgação)


Para colocar nas palavras do devoto Ned Flanders, o jornal do Vaticano acha que “Os Simpsons” são uma turma bem supimpa.

O “L’Osservatore Romano” desta terça-feira (22) parabenizou o programa pelo seu 20º aniversário, elogiando os questionamentos filosóficos do desenho e a sua visão irreverente da religião.

Sem Homer Simpson e os outros personagens de pele amarelada, “muitos hoje não saberiam rir”, diz o artigo, chamado “As virtudes de Aristóteles e o donut de Homer”.

O texto lembra que “Os Simpsons” – a animação há mais tempo no ar na TV norte-americana – abriram espaço para desenhos voltados a uma audiência adulta.

O programa é baseado em “textos inteligente e realistas”, continua o artigo, dizendo ainda que ele pode ser criticado pela “linguagem excessivamente rude, pela violência de certos episódios e por algumas escolhas radicais por parte dos roteiristas”.

Teologia

A religião, dos sermões soporíferos do Reverendo Lovejoy às conversas cara-a-cara de Homer com Deus, aparece com tanta frequência no desenho que seria possível criar uma “teologia simpsoniana”, segundo o texto.

A confusão religiosa de Homer seria “um espelho da indiferença e das necessidades que o homem moderno sente em relação à fé”, complementa o artigo.

O texto comenta também vários episódios do programa relacionados à religião, incluindo um em que Homer pede por intervenção divina gritando que “eu não sou normalmente um homem religioso, mas se você estiver aí em cima, me salve, Superman!”.

“Homer encontra Deus em seu último refúgio, apesar de às vezes errar o Seu nome sensacionalmente”, conclui o “L’Osservatore”. “Mas esses são apenas pequenos enganos, afinal, os dois conhecem muito bem um ao outro”.

Fonte: G1

Itália abandona plano de proibir sites que promovem ódio

Por Silvia Aloisi

A Itália abandonou o plano de proibir os sites que promovem o ódio na Internet, apesar da promessa de medidas radicais depois que surgiram na rede páginas de fãs que elogiaram o ataque ao primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

O ministro do Interior Roberto Maroni, que havia proposto o bloqueio a esses sites depois da agressão ao primeiro-ministro, disse ao final de uma reunião na terça-feira com executivos do Facebook, Google, Microsoft e provedores de serviços de Internet que buscaria uma solução por meio de um código voluntário de conduta, e não através de novas leis.

"Caso surja acordo quanto a isso, seria o primeiro desse tipo no mundo", disse ele, acrescentando que as negociações serão retomadas em janeiro.

Os aliados de Berlusconi estavam furiosos com as páginas de fãs de Massimo Tartaglia, que golpeou Silvio Berlusconi no rosto em 13 de dezembro depois de um comício em Milão. As páginas de tributo, especialmente no Facebook e YouTube, começaram a surgir horas depois do ataque.

Em comunicado divulgado na semana passada, o Facebook anunciou que tomaria medidas rápidas para remover qualquer conteúdo denunciado à empresa com ameaças diretas a um indivíduo.

O site fechou a maior das páginas de fãs de Tartaglia, que havia conquistado 100 mil adesões em menos de 48 horas, mas na terça-feira pelo menos dois outros grupos pró-Tartaglia eram visíveis.

Também surgiu um vídeo no YouTube que lança dúvidas sobre a autenticidade do ataque, alegando que ele foi encenado.

Maroni, membro da Liga Norte, um partido de extrema direita, havia prometido inicialmente a aprovação de um decreto de emergência que bloquearia os sites de ódio.

Mas críticos disseram que isso levava jeito de censura, e um membro do partido oposicionista Italia dei Valori comparou as medidas planejadas às tentativas de controlar o uso da Internet na China e no Irã.

O Facebook anunciou em seu comunicado que, embora promover a violência ou fazer ameaças não fosse permitido em suas páginas, "os debates online refletem o que acontece offline, nas conversas entre as pessoas em casa, via telefone ou por e-mail".

O site tem mais de 12 milhões de usuários ativos na Itália, ou 20 por cento da população do país.

Fonte: O Globo

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O Natal e as esquisitices evangélicas

por Adriano Chagas


Todos os anos, nesta mesma época, levanta-se a discussão em torno das comemorações de natal, alguns invocando sua origem pagã relacionada à veneração ao deus sol, afirmam que a igreja cristã não deve comemorar esta data. É também proibido a árvore de natal, o costume de dar presentes, a figura do papai Noel por sua ligação a São Nicolau, enfim, tudo está ligado direta ou indiretamente a uma origem pagã e idólatra.

Não posso comemorar o natal pelas razões acima apresentadas, não posso comemorar a páscoa porque é uma festa da igreja romana, não posso dar ou receber ovos de páscoa porque está relacionada à prática pagã do extremo oriente, não posso comemorar dias dos pais, das mães ou das crianças, pois são datas meramente de exploração comercial, não posso comemorar o ano novo porque também está ligado a diversas religiões pagãs e nosso calendário é gregoriano criado pelo catolicismo romano. Não posso “cantar parabéns pra você” e finalizar dizendo “RA TIM BUM”, porque em algum dialeto africano significa “enfeitiçado”. Não posso comprar fraldas “PAMPERS” porque é ligado a seitas satanistas, não posso assistir filmes da Disney porque possui mensagens subliminares, não devo ter televisão porque é a caixa do diabo, enfim, estes são apenas alguns exemplos do que eu chamaria de “Neurose Evangélica”.

A origem da humanidade está ligada a aspectos religiosos, todas as antigas civilizações, sem qualquer exceção, têm nas suas origens práticas religiosas, logo, todo antigo costume, toda antiga prática, sempre terá um fundo religioso. Essa é a realidade da humanidade. Diante das proibições acima me pergunto se não é pecado também ser um “ser humano normal”.

Vejo no natal uma possibilidade singular de lembrar a todos, pagãos ou cristãos, o nascimento de Jesus Cristo e o propósito de sua obra redentora. Devemos promover a beleza do natal, aproveitar sua atmosfera de sensibilidade, de amor fraternal, para levar a mensagem de um Cristo homem, que nasceu na manjedoura para a salvação de todos os povos. Não percamos tempo com estas “neuroses” fúteis que não nos levarão, como igreja, a lugar algum, se é verdade as palavras de Jesus acerca de mim e de você, de que somos “sal da terra e luz do mundo”, vamos aproveitar esta data de natal para presentear pessoas com o testemunho de um genuíno cristão, a saber, o amor a Deus e ao meu próximo.

Dezembro é natal, e natal é o nascimento de Jesus, como cristãos não devemos estar preocupados com a origem pagã da celebração do deus sol; mas em levar a mensagem de Cristo a todas as famílias que se tornam sentimentalmente mais acessíveis nesta época do ano. Todo o mundo cristianizado comemora no natal o advento do Cristo de Deus, e nós demonstraremos que celebramos sim, o nascimento do menino Jesus, um Jesus vivo nos homens de dezembro a dezembro. Bom seria se todo o dia fosse natal.

Sigmund Freud, o pai da psicanálise, afirmava que todo ser humano é neurótico, quando olho para esquisitices como a proibição da celebração do natal, começo a acreditar que talvez ele tivesse razão!

Aleluia! Jesus o Cristo nasceu! Feliz Natal!

Adriano Chagas é pastor da Comunidade Cristã do Tatuapé
Fonte: O Galileo

Natal




Desejo a todos os leitores do blog

um NATAL abençoado e um Feliz 2010

Gostaria também de agradecer a participação de todos na "construção" do AntenA CristÃ!

Sem vocês, nada disso seria possível.

Valeu!


"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz." (Isaías 9.6)

Religião - 50 mentiras que contaram para você


História Viva acaba de lançar, em bancas e livrarias, uma edição extra, Religião – 50 mentiras que contaram para você. Só existe na versão pocket, entre outras coisas, para tornar seu preço acessível a um maior número de pessoas (68 páginas a R$ 8,90).

A revista é um deleite. Em qualquer página que se abre, há uma abordagem interessante, uma visão de estudiosos a desmascarar interpretações erradas, preconceitos e criações (eruditas ou populares) que não têm correspondência com as escrituras ou a própria história.

Idéias pré-concebidas – e falsas – sobre o judaísmo, o cristianismo, o islamismo e o budismo vão sendo expostas, com muita precisão e a leveza possível. E, como é irresistível quando se folheia publicações desse tipo, com apenas um texto por página, a leitura se dá de forma salteada, sem ordem, pautada pelo acaso e pelo prazer.

Acabo de folhear meu exemplar. Abri aleatoriamente na página 21, que traz a seguinte afirmação no título: “Apocalipse significa catástrofe”. Em seguida, há um carimbo: “Falso!”

Como assim falso? Com que então, depois de uma longa vida processando na mente, é verdade que em segundo plano, o temor de um juízo final feito de desastres de água e fogo, de guerra, fome, miséria e doença, descubro que a “apocalipse” não vem da palavra grega apokalupsis, ou seja, cataclismo. Apocalipse significa, no mesmo grego, “descobrimento”, “revelação”. Muito melhor.

O exercício continua. Mais uma página aberta sem compromisso. Agora é a 37, que se refere ao judaísmo. “Eva foi a primeira mulher”. E de novo o carimbo: “Falso!” Antes de Eva, que sempre pareceu tão do bem para carregar todo o pecado do mundo, havia Lilith, a primeira esposa de Adão. Um demônio essa Lilith – a verdadeira responsável pela história do fruto proibido. Muito melhor assim.

Fonte: blog História Viva

IDEIAS FALSAS SOBRE O CRISTIANISMO
Maçã era o fruto do jardim do Éden
Maria manteve-se virgem
Eram três os reis magos
Judas foi apenas um traidor
Os romanos condenaram Cristo
Santo Sepulcro é o túmulo de Jesus
Roma perseguia os cristãos por sua fé
A cruz sempre foi o símbolo cristão
Os Evangelhos são da época de Jesus
Primeiro papa foi São Pedro
Purgatório é crença cristã
Satã sempre foi demônio
A maldade é um dos sete pecados capitais
Apocalipse significa catástrofe

IDEIAS FALSAS SOBRE O JUDAÍSMO
Eles inventaram o monoteísmo
Abrãao foi o primeiro judeu
Sinagoga é local sagrado
Nasce-se judeu pela mãe


IDEIAS FALSAS SOBRE O ISLAMISMO

IDEIAS FALSAS SOBRE O BUDISMO

A demolição das consciências


Muito do relativismo e da amoralidade reinantes não são propriamente crenças ou ideologias: são doenças da alma, adquiridas pelo esgotamento da inteligência moral.

Quem tenha compreendido bem o meu artigo anterior, "Armas da Liberdade", deve ter percebido também a conclusão implícita a que ele conduz incontornavelmente: boa parte do esforço moralizante despendido pela "direita religiosa" para sanear uma sociedade corrupta é inútil, já que termina sendo facilmente absorvida pela máquina da "dissonância cognitiva" e usada como instrumento de perdição geral.

Notem bem: moralidade não é uma lista de condutas louváveis e condenáveis, pronta para que o cidadão a obedeça com o automatismo de um rato de Pavlov.

Moralidade é consciência, é discernimento pessoal, é busca de uma meta de perfeição que só aos poucos vai se esclarecendo e encontrando seus meios de realização entre as contradições e ambiguidades da vida.

Sto. Tomás de Aquino já ensinava que o problema maior da existência moral não é conhecer a regra geral abstrata, mas fazer a ponte entre a unidade da regra e a variedade inesgotável das situações concretas, onde frequentemente somos espremidos entre deveres contraditórios ou nos vemos perdidos na distância entre intenções, meios e resultados.

Lutero – para não dizerem que puxo a brasa para a sardinha católica – insistia em que "esta vida não é a devoção, mas a luta pela conquista da devoção". E o santo Padre Pio de Pietrelcina: "É melhor afastar-se do mundo pouco a pouco, em vez de tudo de uma vez".

A grande literatura – a começar pela Bíblia -- está repleta de exemplos de conflitos morais angustiantes, mostrando que o caminho do bem só é uma linha reta desde o ponto de vista divino, que tudo abrange num olhar simultâneo. Para nós, que vivemos no tempo e na História, tudo é hesitação, lusco-fusco, tentativa e erro. Só aos poucos, orientada pela graça divina, a luz da experiência vai dissipando a névoa das aparências.

Consciência – especialmente consciência moral – não é um objeto, uma coisa que você possua. É um esforço permanente de integração, a busca da unidade para além e por cima do caos imediato. É unificação do diverso, é resolução de contradições.

Os códigos de conduta consagrados pela sociedade, transmitidos pela educação pela cultura, não são jamais a solução do problema moral: são quadros de referência, muito amplos e genéricos, que dão apoio à consciência no seu esforço de unificação da conduta individual. Estão para a consciência de cada um como o desenho do edifício está para o trabalho do construtor: dizem por alto qual deve ser a forma final da obra, não como a construção deve ser empreendida em cada uma das suas etapas.

Quando os códigos são vários e contraditórios, é a própria forma final que se torna incongruente e irreconhecível, desgastando as almas em esforços vãos que as levarão a enroscar-se em problemas cada vez mais insolúveis e, em grande número de casos, a desistir de todo esforço moral sério.

Muito do relativismo e da amoralidade reinantes não são propriamente crenças ou ideologias: são doenças da alma, adquiridas pelo esgotamento da inteligência moral.

Em tais circunstâncias, lutar por este ou aquele princípio moral em particular, sem ter em conta que, na mistura reinante, todos os princípios são bons como combustíveis para manter em funcionamento a engenharia da dissonância cognitiva, pode ser de uma ingenuidade catastrófica. O que é preciso denunciar não é este ou aquele pecado em particular, esta ou aquela forma de imoralidade específica: é o quadro inteiro de uma cultura montada para destruir, na base, a possibilidade mesma da consciência moral.

O caso de Tiger Woods, que citei no artigo, é um entre milhares. Escândalos de adultério espoucam a toda hora na mesma mídia que advoga o abortismo, o sexo livre e o gayzismo. A contradição é tão óbvia e constante que nenhum aglomerado de curiosas coincidências poderia jamais explicá-la. Ela é uma opção política, a demolição planejada do discernimento moral.
Muitas pessoas que se escandalizam com imoralidades específicas não percebem nem mesmo de longe a indústria do escândalo geral e permanente, em que as denúncias de imoralidade se integram utilmente como engrenagens na linha de produção. Ou a luta contra o mal começa pela luta contra a confusão, ou só acaba contribuindo para a confusão entre o bem e o mal.

Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia

Fonte: Diário do Comércio
Imagem: Humanist Perspectives

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Israelenses descobrem casa contemporânea a Jesus


Arqueólogos israelenses divulgaram nesta segunda-feira a descoberta em Nazaré (norte) de uma casa que data da época de Jesus, localizada a algumas dezenas de metros da Basílica da Anunciação.

A construção tinha dois quartos e um pátio com uma cisterna de pedra que armazenava a água da chuva.

Os poucos utensílios achados nas ruínas são principalmente fragmentos de tigelas de cerâmica dos séculos I e II depois de Cristo.

"É uma típica casa na qual viviam judeus. Portanto, Jesus também pode ter morado nela. Nazaré era uma pequena aldeia e, na época da guerra contra Roma, no século I, este recinto pode ter sido usado como refúgio", pois não houve batalhas no povoado, disse à Agência Efe a arqueóloga responsável pelas escavações, Yardena Alexandre.

No local, também foram achados fragmentos de vasilhas de gesso, que só eram usadas pelas famílias judaicas em datas religiosas.

"No século II, parece que (a propriedade) deixou de ser utilizada, porque não encontramos nada acima do estrato do primeiro século", acrescentou Alexandre.

O chefe da Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) no distrito norte, Dror Barashad, destacou a importância do lugar, sobretudo por sua proximidade à gruta onde, segundo a tradição, aconteceu a visita do anjo Gabriel à Virgem Maria.

"Um túnel bem pode ter ligado a gruta com o lugar em que foi descoberta a casa", declarou

Fonte: EFE

O poder e a glória

Marco Antonio Villa

Inegavelmente, Lula é, até agora, o maior mito da nossa história. O fenômeno nasceu nos anos 70, gerado por um conjunto de fatores

O CULTO ao presidente Lula chegou a tal ponto que não causará estranheza se alguma edição popular da Bíblia iniciar com: “No princípio, Lula criou…”. Inegavelmente, ele é, até este instante, o maior mito da nossa história.

Esse fenômeno nasceu nos anos 70, ainda durante o regime militar. Foi produzido por um conjunto de fatores. De um lado, pela ausência de novas lideranças sindicais, produto da supressão das liberdades pelo regime militar. Por outro, devido à repressão que atingiu o Partido Comunista Brasileiro, além das cisões do final da década de 60. O PCB acabou perdendo espaço no movimento operário. E a pequena influência que manteve foi por meio de alianças com os sindicalistas conhecidos como pelegos.

Foi nesse campo aberto que apareceu Luiz Inácio Lula da Silva, em 1977. Tinha sido eleito, dois anos antes, presidente do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo.

Após a divulgação por esta Folha do relatório do Banco Mundial, em que ficou demonstrado que o índice de inflação de 1973 tinha sido manipulado por Delfim Netto, então ministro da Fazenda, Lula iniciou uma campanha pela reposição salarial. Não obteve resultado, mas chamou a atenção da imprensa nacional.

O novo líder operário foi imediatamente adotado por alguns intelectuais de São Paulo. Eles criticavam Vargas, o PCB e o populismo. Ambicionavam participar da grande política, mas não tinham voto.

A eles se somaram os derrotados da luta armada, também sem influência popular, e os membros das comunidades eclesiais de base, da Igreja Católica. Estes últimos obtiveram ampla inserção nos movimentos sociais, que surgiram nos anos 70, mas careciam de formação política sólida.

Sustentado por essas três vertentes, Lula foi incensado como líder popular: antipopulista, anticomunista e católico. Em pouco tempo, transformou-se na maior referência do sindicalismo. As greves de 1978-1980, dirigidas de forma atabalhoada, fizeram a transição de líder sindical para dirigente partidário.

Em 1980, foi um dos fundadores do PT e seu primeiro presidente. Outra vez Lula foi usado como referência de ruptura. O PT seria o primeiro partido de trabalhadores do Brasil, apagando a história de mais de 60 anos dos partidos operários.

Anos antes, os mesmos intelectuais haviam transformaram Lula no primeiro sindicalista “autêntico” do ABC, mas a região teve movimentos grevistas desde a década de 20.

Tudo o que falava era considerado original, sábio. Quando exagerava na dose -como numa entrevista, em 1979, em que elogiou a “determinação” de Adolf Hitler-, era perdoado.

Durante 20 anos participou de cinco eleições. Ganhou uma, em 1986, eleito deputado constituinte. Mesmo assim, o mito não foi abalado. Pelo contrário, os intelectuais do partido transformaram as derrotas em vitórias políticas, sempre encontrando alguma razão para os fracassos.

O processo de construção mítica foi ampliado depois da eleição de 2002. Todos os êxitos do governo foram creditados a ele, e as dificuldades e problemas de difícil resolução a curto prazo foram imputados a uma herança maldita dos governos anteriores, especialmente da presidência FHC. Continuou contando com a colaboração entusiástica de intelectuais. Tudo o que falava ou fazia era considerado extraordinário. Era uma espécie de Espinosa de São Bernardo do Campo.
Na crise do mensalão, o encanto não foi quebrado. Tudo teria sido tramado pela imprensa golpista. Mais uma vez, a figura de Lula era o divisor de águas. O caixa dois teria sido colocado de ponta-cabeça. Os destinatários dos recursos não contabilizados seriam o partido e a campanha. Era a corrupção positiva, companheira.

Com a reeleição, o mito chegou ao auge. Ultrapassou as fronteiras nacionais. O ufanismo entrou na ordem do dia. O delírio do presidente que foi ungido em Caetés para libertar o Brasil tomou conta do noticiário. Como nas ditaduras do “socialismo real”, o presidente foi considerado infalível. Se Stálin, pouco antes de morrer, dissertava sobre linguística, Lula passou a explicar até as variações climáticas.

Porém, como o mito foi construído em vida, corre o risco de o próprio Lula ajudar a destruí-lo. Se perder a eleição de 2010, terá de descer do Olimpo. As críticas à sua liderança irão crescer, inclusive dentro do PT.

Há muito deixou de ouvir contestações e negativas dos que o cercam. Os áulicos só dizem sim. O todo-poderoso voltará ao mundo real. O mito vai resistir?

MARCO ANTONIO VILLA, 54, é professor de história da UFScar (Universidade Federal de São Carlos) e autor, entre outros livros, de “Jango, um Perfil”.




Fonte: Folha de S. Paulo

Imagem: Internet

domingo, 20 de dezembro de 2009

Israel pede abertura dos arquivos do Vaticano

Israel pediu neste domingo a abertura dos arquivos do Vaticano sobre a Segunda Guerra Mundial, depois da decisão de Bento XVI de acelerar o processo de beatificação do Papa Pio XII, criticado por seu silêncio durante o Holocausto.

"O processo de beatificação não nos diz respeito, é uma questão da Igreja católica. Cabe aos historiadores avaliarem o papel de Pio XII, e é por isso que pedimos a abertura dos arquivos do Vaticano sobre a Segunda Guerra", declarou à AFP o porta-voz do ministério israelense das Relações Exteriores, Yigal Palmor.

Sábado, Bento XVI, que fez este ano uma peregrinação em Terra Santa, proclamou "veneráveis" dois de seus predecessores, João Paulo II e Pio XII, suscitando reações negativas das comunidades judaicas de Berlim e Roma.

No fim dos anos 60, Pio XII foi acusado de ter tido uma atitude passiva frente ao Holocausto, o que desacelerou seu processo de beatificação, iniciado em 1967. Porém, desde que substituiu João Paulo II, em 2005, o cardeal alemão Joseph Ratzinger, que era adolescente na época do nazismo, já defendeu Pio XII diversas vezes.

Os arquivos do Vaticano não serão disponíveis antes de 2013, disse no ano passado o rabino David Rosen, que ajudou a negociar o "acordo fundamental" sobre o estabelecimento, em 1993, de relações diplomáticas entre Israel e a Santa Sé.

No ano passado, o ministro israelense dos Assuntos Sociais, Yitzhak Herzog, qualificou de "inaceitável" o projeto para "transformar Pio XII em santo". "O Vaticano sabia o que estava acontecendo na Europa durante o Holocausto. O Papa se manteve em silêncio e talvez fez pior, em vez de denunciar o sangue derramado, como manda a Bíblia", denunciou.

Fonte: Último Segundo

O movimento dos sem prestígio

Uma pesquisa do Ibope mostra que a maioria da população culpa o MST pelos conflitos no campo, crê que ele atrapalhaa reforma agrária e é pernicioso para o país

Felipe Patury


Carlos Casaes/Ag. A Tarde/Pagos
BANDITISMO
O MST consolidou sua péssima imagem ao protagonizar episódios como a queima de uma floresta na Bahia, em 2004

Uma história de 25 anos de banditismo e vandalismo transformou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em uma das instituições mais repudiadas do país. Até a Câmara dos Deputados e o Senado, que vivem imersos em escândalos, contam com mais simpatia da sociedade. A primeira palavra que a população associa à sigla MST é "invasão", um crime tipificado no Código Penal. A segunda é "violência". A devastação da imagem da organização foi comprovada em uma pesquisa realizada em novembro pelo Ibope Inteligência. O trabalho foi encomendado pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), para verificar o apoio popular à CPI do MST, instalada no Congresso para apurar delitos atribuídos à entidade. Constatou-se que, para a maioria dos brasileiros, o MST prejudica o desenvolvimento social, a economia, o emprego, os investimentos e mancha a imagem do Brasil no exterior. As respostas dadas por 2 000 pessoas às 32 perguntas do questionário transmitem uma mensagem clara: os cidadãos do país querem ordem e paz, e culpam os sem-terra pelos confrontos no campo. Nada menos que 54% atribuem os conflitos agrários ao MST.

A repulsa ao movimento não significa que a população não apoie algum tipo de reforma agrária. Ao contrário, os brasileiros a endossam. Acreditam, porém, que o MST se desviou desse objetivo. Para 66% das pessoas ouvidas, suas invasões de terra não visam a assentar famílias, mas apenas a pressionar o governo. Para uma parcela semelhante, os líderes da organização estão menos interessados em beneficiar as hordas de sem-terra do que em usá-las para aumentar seu cacife político. Os brasileiros creem que essa estratégia tem dado resultado. A maioria dos entrevistados afirma saber que o governo repassa dinheiro ao MST, e um terço deles diz que esses recursos financiam as invasões. Segundo o instituto, 19% acreditam que o movimento está vinculado ao PT. Outros cinco partidos também são mencionados, mas cada um deles por apenas 1% dos entrevistados.

A pesquisa mostra que a população condena de forma veemente os métodos empregados pelo MST. Setenta e oito por cento dizem que as invasões são a principal forma de atuação da entidade, e beira a unanimidade a parcela que considera essa prática criminosa. Não é por outro motivo que 72% são favoráveis a que o governo use a polícia para retirar os sem-terra das fazendas invadidas e 61% aprovam que essas ações sejam realizadas mesmo em casos nos quais há risco de enfrentamento. Sessenta e nove por cento dos entrevistados afirmam que os fazendeiros não têm direito de portar armas para se defender de sem-terras. Apenas 4% declaram que apelariam para seus próprios meios para expulsá-los, caso tivessem fazendas invadidas. A enorme maioria preferiria esperar que a Justiça lhe devolvesse as terras.

Fundado em 1984, o MST foi alinhavado uma década antes na barra das batinas de bispos da Teologia da Libertação, uma aberração que tentou enxertar marxismo na doutrina católica. Seus adeptos fundaram a Comissão Pastoral da Terra e abrigaram sob esse teto os radicais que, depois, formariam o grupo de baderneiros. Uma vez independente, o MST adotou integralmente a cartilha maoista. Em 1990, saiu do anonimato quando um de seus integrantes degolou um policial com uma foice, em Porto Alegre. Consolidou sua fama em 1996, ao sacrificar dezenove de seus membros em um confronto com a polícia paraense, em Eldorado dos Carajás. No ano seguinte, marchou sobre Brasília, para demonstrar sua força. Seus líderes mantêm o MST na informalidade - ele não é constituído como entidade jurídica -, para que o movimento se mantenha o máximo possível fora do alcance da Justiça e, assim, possa continuar a promover invasões e depredações. No entanto, ao semear o pavor no campo, os sem-terra vêm colhendo a ojeriza dos cidadãos de bem, como comprova a pesquisa do Ibope Inteligência.

Com reportagem de Leonardo Coutinho

Fonte: Revista Veja

Veja também:
Gráfico: O grau de desaprovação do MST
Em VEJA de 2/9/2009: Por dentro do cofre do MST

Dossiê acadêmico: Mensalão

1) O esquema do mensalão como um mecanismo de formação de maioria parlamentar no País da fluidez

Dissertação de Mestrado defendida por Ari Martins Alves Filho na Universidade Federal de Goiás

Ancorando-se empiricamente no episódio político que ficou conhecido como escândalo do mensalão, esta dissertação tem por proposta estudar o processo de formação de maioria parlamentar no Brasil atual ...

Clique aqui para o texto completo [pdf / 161 p.]

2) O Jornalismo e o Judiciário: um olhar sobre a cobertura do julgamento da denúncia do mensalão no Supremo Tribunal Federal

Dissertação de Mestrado defendida por Ericka de Sá Galindo na Universidade Federal de Pernambuco

O esquema do mensalão foi denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson e, segundo as denúncias, consistiu em um esquema de pagamento de propina a membros da base governista no Congresso em troca de votos. O esquema foi investigado e, em 2007, o caso chegou à pauta de julgamentos do Supremo Tribunal Federal, com 40 denunciados. O julgamento da denúncia do mensalão ganhou grande espaço na mídia nacional e contribuiu para abrir espaço para a discussão sobre a cobertura do Judiciário. A pesquisa está concentrada nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo, dois periódicos de grande circulação nacional ...

Clique aqui para o texto completo [pdf / 160 p.]

3) Representações de políticos em enunciados destacados de reportagens impressas: Um estudo do caso Mensalão nas revistas ÉPOCA, VEJA e ISTOÉ

Dissertação em Linguística defendida por Maura Maria dos Santos na Universidade Federal de Minas Gerais

O objetivo desta pesquisa é analisar as representações de alguns políticos brasileiros construídas em três revistas semanais de grande circulação nacional: Época, Veja e IstoÉ ...

Clique aqui para o texto completo [pdf / 205 p.]

4) Operadores argumentativos na Veja : o escândalo do Mensalão

Dissertação de Mestrado defendida por Eva Cleide Berto na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

O objetivo deste trabalho é analisar o uso de operadores argumentativos em recortes de reportagens da revista Veja sobre o Escândalo do Mensalão, focalizando o funcionamento de operadores de contrajunção, de adição, de condicionalidade e de restrição ...

Clique aqui para o texto completo [pdf / 144 p.]

5) Disputas de imagens no escandalo poli­tico : os enquadramentos midiáticos do Jornal Nacional e do presidente Lula na crise de 2005

Dissertação de Mestrado em Comunicação defendida por Fábio Souza Vasconcellos na Universidade do Estado do Rio de Janeiro

A atuação da imprensa no escândalo político de 2005 é o ponto de partida deste estudo. A quebra de expectativa ética no campo político - a denúncia de que integrantes do PT e do governo compravam votos de parlamentares - representou para a mídia um acontecimento de grande importância noticiosa ...

Clique aqui para o texto completo [pdf / 105 p.]
Imagem: Internet

sábado, 19 de dezembro de 2009

O fiasco da Igreja dos Santos do Aquecimento Global dos Últimos Dias

Hoje é dia 19, né? Os jornais devem noticiar o que está sendo considerado o desastre de Copenhague. Nada aconteceu. E os Estados Unidos estão no banco dos réus, como não poderia deixar de ser. Se o país tivesse cedido às exigências dos pobres, teria sido tratado como um gigante acuado; como não cedeu, então passa a ser um vilão. Em qualquer dos casos, não se reserva ao país senão o lugar do derrotado ou do arrogante, jamais o do parceiro.

Até porque não era mesmo de parceria que se falava ali. Todos foram lá salvar o planeta desde que o outro pagasse a conta. E, nesse caso, é óbvio que todo mundo olha o rico da mesa esperando que ele diga um “deixa comigo”. Mas Obama não disse. Até porque, e muitos lastimam, os EUA são uma democracia. As metas têm de ser aprovadas pelo Congresso. E Obama tem outras urgências. E certamente já se cercou de cientistas que o advertiram contra este novo milenarismo.

Hoje é dia 19, mas antecipei aqui as razões do fracasso no dia 17, sem ter ido a Copenhague. É claro que é sempre bom estar no local, desde que você leve junto aquilo que não muda por mais que mude o céu: o espírito. Às vezes, nada turva mais a inteligência do que a experiência! É evidente que muita gente se deixou levar por aquele clima (ops!) de “Vamos salvar o mundo; está em nossas mãos”. Salvar? A fazer o que querem alguns, ele poderia ser destruído por uma seqüência de catástrofes.

Dou um exemplo claríssimo e que nos diz respeito de perto. Sem a China, a economia brasileira iria para o vinagre. O país responde por boa parte dos fatores que fizeram Lula voar em céu de brigadeiro. Pois é… A China cresce 8% na crise; sem crise, ela faz mais. E é esse crescimento que tem financiado boa parte do mundo, o Brasil em especial. É consenso que, nesse ritmo, ela vai aumentar a emissão de carbono, em vez de diminuir . Mas pode ficar tranqüilo, leitor; isso não ameaça ninguém.

Pois bem: alguém me diz qual é a proposta? A China tem de crescer 4%? Se isso acontecer, o mundo vai à falência. E o primeiro a afundar, acreditem, será o Brasil. Que montante do valor destinado à infra-estrutura, por exemplo, deverá ser carreado para projetos de redução da emissão de carbono? Virá junto, suponho, um programa de esterilização em massa, não é? E tudo em nome do que não passa, até agora, de uma quimera. Mas que é influente e vai continuar por aí. Tanto é que todos os esforços se voltam agora a reunião do México, em 2010. E assim vai. Os produtores de escatologia continuarão a desenhar cenários catastróficos.

Lula fez um discurso forte, emocional, falou em milagre, chamou os grandes líderes do mundo à sua responsabilidade… Foi sucedido na tribuna por um Barack Obama frio, quase esfíngico, que não deu a menor bola para a torcida. Se a China não aceita ter as suas emissões inspecionadas, por que os EUA terão de ir para o banco dos réus de um Tribunal Climático Internacional? Ora…

Ah, ok, que os países poluam menos. Isso parece bom. Mas a economia mundial é coisa séria demais para ser decidida por meteorologistas e ongueiros. Especialmente porque é uma gente que quer se impor por meio da ditadura de opinião, que não aceita o contraditório. Se a reunião do México vier nos mesmos termos de Copenhague, vai de novo para o vinagre. E não é preciso estar em Copenhague para entender por quê. A rigor, estar lá, em muitos casos, até atrapalha a percepção. Digamos que é preciso estar nos livros de história para entender a Cupula de Babel.

Fonte: Reinaldo Azevedo

A atualidade da Bíblia: os livros sagrados ainda fascinam

Nas bancas


A Bíblia começou a ser escrita há mais de 3 000 anos, e desde seu início se revelou um livro sem rival no poder de moldar culturas e civilizações. Essa força permanece inesgotável: ler a Bíblia é essencial para entender o mundo do qual viemos e em que vivemos hoje

Confira matéria completa na Revista Veja

Expulso, pastor processa igreja e pede R$ 1 milhão

Pastor Rafael, na Igreja Mundial; no detalhe, líderes nacional e regional, Santiago e Furlan



Rafael Ferreira, que se diz ex-homossexual, acusa a Mundial de preconceito


Alexandre Apráda

Depois de denunciar que foi vítima de espancamento por parte de um colega de trabalho, o pastor Rafael Alves Ferreira foi expulso pelos dirigentes da Igreja Mundial do Poder de Deus, em Cuiabá. Rafael decidiu, então, mover uma ação de indenização por danos morais. Os advogados do pastor devem pedir uma indenização de R$ 1 milhão à igreja.

Em entrevista ao MidiaNews, Rafael contou que, quando estava dormindo, foi acordado "aos murros" por outro pastor, conhecido como Jademir. Segundo ele, a agressão pode ser justificada pelo fato dele ser "ex-homossexual".

Rafael garantiu que a agressão foi motivada pela intolerância do colega, que, segundo ele, não acredita na sua conversão à religião. Rafael era o responsável por conduzir os trabalhos da ala jovem da igreja da Capital. Frequentemente, ele ocupava espaço no Canal 8 (ex-TV Bandeirantes), arrendado pela Igreja Mundial do Poder de Deus para mostrar os trabalhos realizados pela instituição.

Tudo começou no fim de semana passado, quando Rafael decidiu registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil, registrando a agressão sofrida. A atitude do colega, para ele, é um gesto de preconceito, já que ele garante não praticar mais atos homossexuais. "Um pastor que é preconceituoso e homofóbico jamais pode ser chamado de pastor", afirmou.

Rafael Ferreira também revelou que, após o ocorrido, o pastor Jademir, acusado de cometer a agressão, ainda fez um comentário preconceituoso sobre o caso. "Ele ainda andou dizendo que o Ibama fez uma visita a ele, porque teria batido em um 'veado'", contou.

Ele também se disse indignado com o descaso da igreja, que o expulsou antes mesmo de ouvir a sua versão sobre os fatos. Na avaliação dele, isso é prova de que os dirigentes da Mundial não aceitam o fato dele ter sido homossexual e hoje ser convertido.

Outro lado
O bispo Sidnei Furlan, que comanda a igreja em Mato Grosso, foi procurado pelo MidiaNews, mas ninguém atendeu o telefone da sede da Igreja Mundial do Poder de Deus, no número que consta no site oficial da entidade.

O "chefe supremo" da igreja no Brasil é o autodenominado "apóstolo" Valdemiro Santiago.

Fonte: MidiaNews

"Por quem ele espera? Por Jesus"



Bruna Cavalcanti

O cristão russo que aparece nessa foto (nome não revelado) fez de uma caverna no Monte das Oliveiras, em Jerusalém, a sua casa. Ele é peregrino e garante que se mudou agora para o local para aguardar a volta de Jesus anunciada pela “Bíblia”. Para os católicos, o Monte das Oliveiras é um local sagrado.

Fonte: IstoÉ

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A década de Lutero: começam as celebrações dos 500 anos da Reforma Protestante


Falta pouco menos de um mês o para a década de 2010 começar, mas Igrejas de origem protestante em todo o mundo já começaram a celebrar a década de Lutero. Isso porque, em 2017 a publicação das suas 95 teses completa exatamente 500 anos.

Martin Luther (1483-1546) ou Martinho Lutero foi o responsável por desencadear, em função das suas teses, afixadas por ele mesmo na igreja de Wittenberg em 1517, a Reforma Protestante.

Movimento que não só deu origem à Igreja Luterana, como passou a ser conhecida posteriormente a denominação religiosa por ele fundada, mas também à Igreja Anglicana, ao Calvinismo e a milhares de outras Igrejas. Na verdade, mesmo a existência das Igrejas metodistas, pentecostais e, mais recentemente, as neopentecostais só é possível em função do rompimento de Lutero com a Igreja Católica Apostólica Romana. No entanto, não foram apenas modificações religiosas que Lutero provocou. A Reforma Protestante desencadeou revoltas de disputas políticas e que também ajudaram a forjar a própria identidade alemã.

Originalmente um monge agostiniano, Lutero publicou as teses principalmente como crítica à venda de indulgências pelos membros da Igreja Católica, seus excessos e suas limitações ao livre pensamento. O argumento principal do monge era que a salvação dos indivíduos se dá pela fé e não por meio do intermédio da Igreja. Lutero também traduziu a Bíblia do latim, tornando-a acessível pelo menos ao poucos que sabiam ler em alemão e popularizando conhecimentos antes restritos à Igreja Católica. Por não se retratar pelas suas convicções Lutero foi excomungado em 1521, tendo inclusive casado-se em 1525 com a ex-monja Katharina von Bora Wittenberg, com quem teve seis filhos.

Em Winttenberg as celebrações tiveram início em maio de 2008, com exposições sobre a vida de Lutero e seu contexto histórico, concertos musicais, peças de teatro e debates com pesquisadores e religiosos. A Igreja Luterana, hoje com cerca de 68 milhões de fiéis em todo o mundo, está organizando boa parte das celebrações, que têm como objetivo relembrar o papel de Lutero e a mudança que as suas teses provocou na história mundial.

http://www.luther2017.de

Fonte: AlemanJá

A farsa de Copenhague

Protestos em Copenhague.Foto: Jeppe Michael Jensen/EFE.

Vocês podem até achar que estou me exercitando na inglória e divertida arte de “ser contra”, mas faz tempo que esse negócio de Aquecimento Global me deixa com a pulga atrás da orelha. Então as calotas polares vão derreter e, como acontece naqueles filmecos-catástrofes de Hollywood, seremos tragados por uma onda do tamanho do mundo? Sei não. Com base nos mesmos dados — e dados imprecisos, totalmente questionáveis — cientistas de lá e de cá divergem sobre as reais dimensões do alarme soado pelas ONGs verdejantes. A propósito: um dos grandes medos da década de 1970 era de que o planeta congelaria, e não derreteria, como estão dizendo agora.

Mas peço que, por favor, não me entendam mal. Devemos preservar o meio ambiente, devemos cultivar a consciência ecológica das nossas crianças, não devemos jogar lixo no chão ou tomar banhos demorados, em suma, vale a pena seguir a cartilha do feliz e perfeito amante das árvores e do planeta. Por outro lado, não vejo razão para o carnaval que está acontecendo na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP15, em Copenhague. Enquanto os políticos nada resolvem nas salas de reunião, os manifestantes nada resolvem quebrando o pau nas ruas da cidade.

Tenho impressão de que os ativistas que invadiram Copenhague, isto é, a galera do bem, isto é, os filhinhos de papai que leram (e não entenderam) Fritjof Capra e depois se alistaram no Greenpeace para salvar o mundo, não estão muito preocupados com a destruição da Mãe Terra porque, de alguma forma, sabem que ela não será destruída pelas cataclísmicas emissões de CO2.

Com a crise das religiões e dos bons costumes (não pegaria bem uma passeata contra o aborto, por exemplo), e com o colapso dos sistemas políticos que pregam as maravilhas da economia centralizada (também pegaria mal uma passeata pela reconstrução do Muro de Berlim), é compreensível que esses eternos românticos busquem expiar suas culpas na luta contra os inescrupulosos capitalistas que, às gargalhadas, estão acabando com a luz, a vida e a beleza dos ecossistemas. Nada contra quem se abrace a uma bandeira para encontrar o sentido da vida, mas eu solicitaria a essa turminha “da paz” que proteste com menos raiva e virulência.
Às vezes me pergunto por que não se monta um esquema mundial de conscientização e combate, por exemplo, à fome e às doenças que grassam na África profunda. A resposta é simples: ainda não se criou uma indústria contra a miséria, ao contrário da indústria contra o Aquecimento Global, o paraíso dos oportunistas.

Fonte: Maicon Tenfen

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Imagem de Maria e José nus na cama causa polêmica na Nova Zelândia


Um cartaz que mostra a Virgem Maria e seu marido José nus na cama está causando polêmica entre os cristãos conservadores da Nova Zelândia.

No cartaz, Maria tem uma expressão enlevada e José parece desconsolado. O texto diz: "Pobre José. É difícil ser comparado com Deus". O cartaz foi ideia da igreja anglicana progressista St.Matthew-in-the-City, em Auckland.

O arcebispo Glynn Cardy informou que o objetivo da pintura é justamente questionar a interpretação literal da Bíblia e discutir o estereótipo sobre a forma com que Jesus foi concebido.
Na Bíblia, a Virgem Maria engravidou depois que um anjo apareceu e informou que ela iria dar à luz o filho de Deus.

Os cristãos conservadores não gostaram da ideia. A porta-voz diocese católica de Auckland, Lyndsay Freer, afirmou que o cartaz é desrespeitoso.

"Nossa tradição cristã de dois mil anos diz que Maria permaneceu virgem e que Jesus é o filho de Deus", enfatizou.

Horas depois de inaugurado, um fiel irritado subiu em cima do carro e cobriu as imagens de José e Maria com tinta marrom.

Fonte: AFP

A solução do "problema sexual" da guerrilha

Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel

O Hezbollah, Partido de Deus, tem das mais bem armadas e preparadas tropas do mundo árabe. Ele domina o sul do pequeno Líbano, de 10 mil quilômetros e cerca de 4 milhões de habitantes, fronteira norte de Israel. Foi criado por veteranos de guerra do Afeganistão e voluntários do mundo árabe em geral, que derrotaram fortíssimas tropas de russos comunistas, marcando o inicio do fim da União Soviética.

Seus adeptos são xiitas, seita de menos de 10% do um bilhão e meio de muçulmanos majoritariamente sunitas que são tradicionalistas e praticam a religião como transmitida por Maomé.

Os xiitas têm práticas consideradas heréticas pelos sunitas, herdadas de seu primeiro líder como a tradição do autosacrifício, que inclui autoflagelação até derramarem o próprio sangue, pecado muçulmano pois é a fonte da vida. Além de Alá, Deus e Maomé, o profeta, veneram Ali, marido de Fátima, única criança do casamento daquele a quem foi revelado o Corão, o livro sagrado da crença. Ali foi o quarto a receber o califato, a liderança, depois da morte do Profeta. Uma tradição diz que não era apreciado pela sogra. Outra que ele e toda a sua gente foram degolados ao perderam uma batalha. A cabeça de Ali foi enterrada em Kerala, hoje cidade iraquiana que é visitada em ato de veneração dos xiitas.

O túmulo de Maomé é desconhecido, pois não se desejou que ninguém fosse venerado alem de Alá, que não tem imagem. As mesquitas muçulmanas são cobertas de tapetes onde se ajoelham os crentes. São cinco preces diárias rezadas na direção de Meca, onde nasceu o Profeta. Tapetes e nada mais.

O Hezbollah realizou trabalho muito inteligente com sua gente e por sua gente. Providenciou para eles padrão de vida elevado, assistência social, de saúde e até sexual. Pela lei religiosa homens e mulheres se mantêm puros até casar. Mas a tropa é de homens vigorosos. Faltava sexo e os verdadeiros crentes não recorrem à prostituição. O Partido de Deus descobriu que a “mutaa” podia ser aplicada. Mutaa é o casamento temporário admissível pela seita xiita. Homens e mulheres podem assim manter relações sexuais legais por tempo curto sem quaisquer obrigações de lado a lado. A mulher declara ao homem que se casa por certo período e certo dote. Pode ser casamento de uma hora ou um ano, e tem direito a ser renovado. O homem pode casar com mulher de qualquer religião. A mulher apenas com muçulmanos.

A liderança do Hezbollah é muito inteligente. Em Beirute vivem crentes seculares. O libanês tem uma bela capital e muitos praticam a fé sem exageros. Os jovens começaram a “escapar” e as moças a “ficar” com seus namorados. O Hezbollah passou a promover o “mutaa” e assim preservou sua influência e a prática da fé. Jovens rapazes propõem casamento no lugar de convidarem a moça para “ficar” As moças mais audaciosas tomam a iniciativa de convidarem para o casamento. As libanesas são conhecidas pela sua beleza sensual.

Logo, tais casamentos rápidos passaram a ser dever religioso. Assim, a “mutaa” com viúvas de soldados que morreram em luta com Israel passou a garantir ao homem lugar especial nos céus. Não se perde tempo em teorizar porque algo satisfaz.

Mahmud Hams, jornalista em Beirute, escreve sobre isto em mais detalhes na revista americana “Foreign Policy”. E não posso deixar de imaginar o “mutaa” como moda no Brasil.”Mutaa” não cria obrigação. É divórcio sem pensão.

Fonte: Último Segundo

Mensalão do PT e Mensalão do DEM


Fonte: Jornal A Cidade

Espiritualidade é tema de documentários do GNT em dezembro

(foto: Divulgação)





Canal da TV por assinatura exibe o inédito "Um coração palestino"

Para lembrar – e refletir sobre – as festas religiosas de fim de ano, o GNT exibe documentários sobre espiritualidade no mês de dezembro. A programação especial começa com o inédito “Um Coração Palestino, que vai ao ar no domingo, dia 20. O filme mostra a trajetória do palestino Ismail Khatib, pai do pequeno Ahmad, morto por soldados israelenses no Campo de Refugiados de Jenin. Os órgãos do menino salvaram diversas crianças israelenses. Ismail, criticado por muitos ao permitir a doação aos inimigos, segue em uma jornada para conhecer as vidas que ajudou a recuperar.

Na sequência, o canal traz uma polêmica discussão sobre o lugar da religião na sociedade de hoje. É a proposta de Richard Dawkins, com o documentário “A Fé Cega?”, apresentado em duas partes, nos dias 21 e 22 (segunda e terça-feira). O escritor e professor da Universidade de Oxford faz uma defesa ao ateísmo e atribui à religião a culpa pelos conflitos de intolerância no mundo.

Os 12 dos maiores líderes religiosos do mundo – entre eles Dalai Lama, Papa Bento XVI e a indiana Amma – compartilham suas visões de mundo no documentário “Em Nome de Deus”. O filme acompanha a vida pessoal e religiosa destas personalidades e traz à tona perspectivas provocantes e esclarecedoras sobre terrorismo, guerras e intolerância. Ele também é exibido em duas partes: a primeira vai ao ar na quinta, dia 24, e a segunda na sexta-feira, dia 25.

Ainda na quinta-feira, dia 24, o documentário “A Misteriosa Maria Madalena” discute o papel de uma das mulheres mais enigmáticas da história. Alguns dizem que Maria Madalena foi apenas uma discípula de Jesus. Outros creem que teve papel central no nascimento do cristianismo. Quem foi, na verdade, esta mulher? Esposa secreta de Jesus? Qual é o seu legado?

Outra personalidade explorada pela programação é o rapper Emmanuel Jal. O documentário “Guerreiro da Paz – Emmanuel Jal” conta a história do menino que lutou na guerra civil do Sudão e hoje passa mensagens de paz através da música. Ele se emociona ao voltar à sua terra natal mais de 20 anos depois.

A faixa “Mulheres no Cinema” também entra no clima da espiritualidade e exibe o filme “Você Pode Curar Sua Vida”. Louise Hay, autora do best-seller de mesmo nome, transformou a obra em uma produção de cinema. O documentário é uma mistura de reconstruções dramáticas com depoimentos de autores e professores conhecidos na área de bem-estar. O objetivo é ensinar como curar as feridas emocionais e psicológicas e, dessa forma, progredir na vida.

UM CORAÇÃO PALESTINO - INÉDITO
GNT - Canal Globosat No ar dia 20, domingo, à 0h30Horários alternativos: segunda-feira, dia 21, às 11h; segunda-feira, dia 28, às 21h; terça-feira, dia 29, às 14h A

FÉ CEGA
GNT - Canal Globosat 1ª parte – No ar dia 21, às 21h2ª parte – No ar dia 22, às 21hHorários Alternativos: parte 1: segunda-feira, dia 21, às 3hparte 2: terça-feira, dia 22, às 3h

EM NOME DE DEUS
GNT - Canal Globosat 1ª parte – No ar dia 24, às 21h2ª parte – No ar dia 25, às 21hHorários Alternativos: parte 1: quinta-feira, dia 24, às 5hparte 2: sexta-feira, dia 25, às 5h A

MISTERIOSA MARIA MADALENAGNT - Canal Globosat No ar dia 24, quinta-feira, às 22h30Horários alternativos: sexta-feira, dia 25, às 10h

GUERREIRO DA PAZ – EMMANUEL JALGNT - Canal Globosat No ar dia 27, domingo, à 0h30

VOCÊ PODE CURAR SUA VIDAGNT - Canal Globosat No ar dia 31, quinta-feira, às 22h

Fonte: Bem Paraná

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Papa rejeita aborto e casamento gay

Bento XVI rejeitou esta quarta-feira o aborto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e a realização de experiências genéticas perante nove mil pessoas que estiveram presentes numa audiência geral do Vaticano realizada na sala Paulo VI.

De acordo com o Sumo Pontífice, as leis devem proteger o 'carácter sagrado da vida', rejeitando 'o aborto, a eutanásia e as experiências genéticas descontroladas'.

Bento XVI teceu, no entanto, elogios à legislação que se debruça sobre o matrimónio entre o homem e a mulher e que promove a laicidade do Estado e a liberdade religiosa.

O líder da Igreja Católica mostrou-se também preocupado com a 'separação entre a razão, que tem o dever de descobrir os valores éticos ligados à pessoa humana, e a liberdade, que tem a responsabilidade de os acolher e promover'.

Se isso acontecer, Bento XVI acredita que acabará por se instaurar um relativismo que não reconhece nada como definitivo e deixa como única referência os meu e vossos desejos'.


Fonte: Correio da Manhã - Portugal

Chuck Norris: com Obama, Jesus não teria nascido!

O ator americano Chuck Norris fez menção à Virgem Maria em sua coluna no jornal digital "WorldNetDaily.Com" publicada na segunda-feira para criticar a proposta de reforma do sistema de saúde americano feita pelo presidente do país, Barack Obama.

No momento em que o Senado americano debate a reforma, que poderia incluir a destinação de fundos federais para a realização de abortos, Norris não hesitou em questionar a iniciativa de forma polêmica.

"Às vésperas de mais um Natal, eu penso: O que teria acontecido se a Virgem Maria dependesse do 'Obamacare'?", o apelido dado ao plano de reforma proposto pelo presidente dos EUA, escreve o ator de 69 anos.

"E se aquela mulher pobre e jovem tivesse tido acesso aos fundos federais e a outras facilidades para evitar o ridículo o ostracismo, a perseguição e o possível apedrejamento por sua gravidez em celibato?", continuou.

"Imagine todas as grandes almas que poderiam ter sido apagadas da história" se seus pais tivessem sido "tão progressistas como os sábios homens e mulheres de Washington", questiona Norris.

A possibilidade de financiar o aborto em certas circunstâncias, contemplada na "opção pública" promovida por Obama, é um dos principais obstáculos para o avanço do projeto no Senado, onde esta cláusula enfrenta uma ampla oposição de republicanos e democratas.

Fonte: G1
Imagem: Internet

Clique aqui para ler o artigo de Chuck Norris

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Vaticano invalida casamento entre batizado e não batizado

Resolução foi aprovada pelo papa Bento XVI e faz parte das remodelações do Código de Direito Canônico

Assim, o artigo 1986 do Código de Direito Canônico estabelece, a partir de agora, que "é inválido o casamento entre duas pessoas em que uma seja batizada na Igreja Católica ou nela amparada e a outra não".

Também fica modificado o artigo 1124, que passa a estabelecer que "o casamento entre duas pessoas batizadas em que uma seja batizada na Igreja Católica ou nela amparada após o batismo e a outra inscrita em uma Igreja ou comunidade eclesiástica que não está em plena comunhão com a Igreja Católica não pode ser realizado sem autorização expressa da autoridade competente".

Sobre os diáconos - homens, inclusive casados, dedicados ao serviço da Igreja - foram modificados os artigos 1008 e 1009, para especificar que eles não podem presidir as paróquias, logo, não poderão substituir o sacerdote ou o bispo.

Já o bispo e o sacerdote, segundo a modificação, recebem a missão e a faculdade de atuar em nome de Cristo, enquanto os diáconos "são capacitados para servir ao povo de Deus na diaconia da liturgia, da palavra e da caridade". Os diáconos não podem realizar a eucaristia.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Morre Oral Roberts, um dos pais da Teologia da Prosperidade

Considerado um dos pais da Teologia da Prosperidade, o evangelista Oral Roberts morreu na Califórnia aos 91 anos de idade.

Roberts foi levado ao hospital após uma queda no fim de semana. Seu porta-voz disse que ele morreu de complicações de pneumonia, em Newport Beach.

Ele escreveu dezenas de livros com milhares de exemplares vendidos, pregava a Teologia da Prosperidade e que as doenças eram criações do demônio.

Controvérsias

Roberts foi um dos primeiros televangelistas em meados da década de 50 - um caminho seguido por pregadores como Pat Robertson e Billy Graham.

Tal como acontece com muitos televangelistas, a questão financeira sempre foi alvo de controvérsias, em certa ocasião disse que Deus o mataria se ele não recebesse ofertas que totalizassem US$ 8 milhões para criação de um centro médico. Conseguiu US$ 9 milhões, mas o centro teve o fechamento decretado tempos depois.

Em 1950, disse a seus seguidores, que o fim do mundo seria naquele ano. O fim do mundo não veio, mas Roberts amealhou mais seguidores.

Seu filho, Richard renunciou ao cargo de reitor da Universidade Oral Roberts em 2007, depois de alegações de desvio de fundos.


Imagem: AFP

Cristãos intimidados em Israel

A expressão “Morte aos cristãos”, grafada em hebraico, foi pintada num muro junto ao Cenáculo, um dos lugares santos mais preciosos do cristianismo. A ocorrência terá acontecido a 10 de Dezembro, dia em que no Vaticano se realizava a reunião da comissão permanente de trabalho entre a Santa Sé e o Estado de Israel.

As palavras, tintadas a preto, foram escritas junto à Basílica da Dormição, no Monte Sião, a poucos metros do lugar onde os cristãos recordam a instituição da eucaristia e o nascimento da Igreja no dia de Pentecostes. A frase foi imediatamente apagada para não aumentar as tensões entre cristãos e judeus.

Fontes eclesiásticas afirmaram que os autores deveriam ser jovens nacionalistas, membros de uma das escolas rabínicas. Não é a primeira vez que esses estudantes judeus ofendem a presença dos cristãos e os lugares santos naquela área: é frequente fazerem as suas necessidades fisiológicas diante da porta da Igreja do Cenáculo, em desprezo pelo lugar, e cuspirem contra sacerdotes ou religiosas que passam na zona.

A Igreja do Cenáculo não é o local original onde Jesus instituiu a eucaristia. Este lugar santo é agora propriedade de Israel, embora já no século XIV tenha pertencido à Custódia franciscana da Terra Santa. No século XVI os otomanos expulsaram os religiosos, que no entanto nunca renunciaram ao seu direito de propriedade.

A devolução do Cenáculo e de outros lugares santos à Igreja Católica foi um dos assuntos discutidos na reunião da comissão bilateral. O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e chefe da delegação israelita, Daniel Ayalon, declarou que “Israel não renunciará à propriedade do lugar da Última Ceia ou de outros locais santos sob a sua directa soberania”.

Fonte: Agência Ecclesia

Pedido de indenização da Universal contra a Folha é negado pela Justiça

O juiz de direito Anderson Cortez Mendes, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), negou pedido de indenização movida pela Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) contra o jornal Folha de S.Paulo e o articulista Fernando de Barros e Silva.

Na ação, a Iurd argumentava que o artigo de Barros e Silva intitulado "Fé do Bilhão", publicado em 17 de dezembro de 2007, baseava-se em conteúdo "tendencioso e ostensivo", pautado por "inverdades". No texto, o colunista analisava reportagem da jornalista Elvira Lobato, sobre a aquisição de empresas e formação de patrimônio pela Iurd com recursos dos fiéis. A matéria "Universal chega aos 30 anos com império empresarial", publicada dias antes à coluna de Barros, rendeu a Elvira o Prêmio Esso de Jornalismo 2008.

Em sua defesa na ação da Iurd, a Folha alegou que o texto opinativo "consiste em exercício da liberdade de expressão do pensamento e de opinião, não havendo qualquer abuso ou ilegalidade". O jornal ainda argumentou que Barros apenas trouxe à tona novamente fatos "verídicos" antes abordados por Elvira.

De acordo com o juiz, "não há que se falar em lesão à honra" da Universal. Na decisão, Mendes ainda declarou que a Iurd "teve um notável desenvolvimento empresarial desde a sua formação, que somado a diversificada rede de negócios empreendidos, provoca grande interesse da mídia".
A Universal foi condenada ainda a arcar com as despesas processuais e os honorários advocatícios da ação. Ainda cabe recurso da decisão.

Leia Mais

-"Reação da imprensa inibiu ações da Universal", diz Elvira Lobato, vencedora do Esso

-Folha Universal usa relatório da PF para atacar Elvira Lobato



Fonte: Portal Imprensa

Igreja evangélica muda versão da 'oração da propina'

Luciana Leal Nunes

A igreja evangélica Casa da Bênção levou à internet a sua versão da chamada "oração da propina", gravada durante investigação da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF). As imagens da investigação mostram Durval Barbosa, ex-assessor do governador José Roberto Arruda (DEM), e os deputados Rubens César Brunelli Júnior (PSC) e Leonardo Prudente (DEM) rezando depois da distribuição de dinheiro aos parlamentares.

A página oficial da igreja na internet reproduz a gravação do episódio, mas com uma nova interpretação. "Deus ouviu a oração de Brunelli. Arruda cairá a qualquer momento", diz o texto. Brunelli é filho do fundador da Casa da Bênção, o Apóstolo Doriel de Oliveira.

A versão da igreja para a oração apresenta Arruda como adversário dos deputados, além de acrescentar um novo trecho à oração: "Eu quero entregar o Arruda nas tuas mãos, que quero entregar essa equipe ímpia e má nas tuas mãos. Meu Deus, dá um jeito nesta situação, tire estes homens do nosso caminho, Pai", diz a versão levada à internet pela igreja. Na manhã de hoje, após contato da repórter, o filme foi retirado do ar.

Fonte: O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Virou religião. Não é mais ciência


Afirmei que Copenhague reza a última missa do aquecimento global, e muita gente ficou brava. Alguns ficaram verdadeiramente furiosos: “Se você mesmo disse que não é especialista na área, por que fala besteira?” Quem escreve também não é. Ele considera que falo besteira porque não concordo com ele. Entenderam o espírito da coisa? Já escrevi e reitero: desde sempre, o meu ponto é outro. Por que a imprensa esconde a argumentação dos que contestam os apocalípticos? Por que estudiosos não menos respeitados e respeitáveis que negam as conclusões do IPCC são tratados como párias? Estamos num terreno semelhante ao da ideologia. Mais: o espírito que passou a conduzir este debate passou a ser religioso.

Estamos vivendo num cenário tão surrealista que as pessoas parecem não se dar mais conta do que pensam ou escrevem — ou talvez se dêem, sei lá, e estão apenas garantindo posições que foram assumindo no establishment. Prefiro não especular sobre motivações e me fixar nos absurdos que leio.

No dia 8, numa coluna no New York Times, Paul Krugman — pode não ser o meu predileto, mas, de hábito, não é um imbecil — disse algumas notáveis imbecilidades. Sei lá que diabo de e-mails ele anda recebendo, mas, segundo diz, as pessoas que contestam as teses do aquecimento global se mostram furiosas com quem sugere que “talvez, apenas talvez, a esmagadora maioria dos cientistas esteja certa” (sobre o aquecimento).

Os leitores de Krugman são realmente diferentes. Mundo afora, o que desperta fúria e censura é justamente duvidar desse consenso. Mais: Krugman não se dá conta do que escreveu: ele diz de uma esmagadora maioria que “talvez, apenas talvez”, esteja certa. Em suma: ele fala de uma maioria que acredita numa possibilidade — como numa religião qualquer. Ocorre que essa crença pode ter conseqüências. Mais: em ciência, duvidar do “talvez” e, sobretudo, da “convicção da maioria” é mister e virtude, não defeito.

Krugman diz ainda que os que contestam o aquecimento global se alinhariam àquele antiintelectualismo que cantava as glórias de George W. Bush porque ele não era alguém que pensasse muito. Entenderam? Não endossar as teses escatológicas nas quais Krugman acredita é uma manifestação de estupidez, de burrice. Mais: ele atribui a “loucura antiambientalista” ao fato de que muitos não suportam viver em mundo em que tenham de controlar seus apetites. Ah, bom!

Ninguém vai perguntar o que entende Krugman das geleiras ou da temperatura do mar. Mas respondo: “Nada”! Como eu e a maioria de vocês. A fama e o respeito de que desfruta se baseiam em outra especialidade. Tem tanta autoridade para falar sobre o assunto quanto eu e Angelina Jolie — só a beleza nos diferencia. Mas ele não será questionado porque, vê-se, aderiu à religião. Krugman não precisa nem mesmo dizer por que seus opositores estão errados. Basta que os classifique de antiintelectualistas — e, vejam lá, “conservadores”. Um conservador pode até saber por que apanha. Mas um “progressista” não precisa saber por que bate… O analista da alma dos antiambientalistas conclui o seu texto não com ciência ou evidência, mas com um norte moral: “Precisamos controlar nossos apetites”. É o que diz o nosso padre, o nosso rabino, o nosso monge, o nosso pastor. Krugman, definitivamente, tornou-se um crente.

Briga dos diabos
Copenhague não chegará a um acordo vinculativo, nota-se porque se tornou palco de disputas, e nem poderia ser diferente, que, no fundo, são comerciais.

Qual é o “governo mundial” que imporá uma meta de redução de emissão de carbono aos EUA, sem que a China seja obrigada a reduzir drasticamente as suas emissões? E ela vai fazê-lo? Crescendo entre 8% e 11% ao ano? Não vai! Os EUA arcarão com o peso que o mundo cobra, à custa de sua economia? Krugman acha que isso é mera conversa de leiloeiros. Enquanto ele tiver em mãos apenas algumas dicas de moral e bons costumes, nada vai acontecer.

Os jornais de hoje cantam a glória de Dilma Rousseff — que dúvida!? — porque teria falado grosso em Copenhague. Segundo ela, quem tem de meter dinheiro para reduzir a emissão de gases são os países ricos, não o Brasil; o Brasil quer é parte da bufunfa. E, abusando daquela retórica contra os ricos que tanto agrada a alguns bocós, jogou a culpa do aquecimento nos EUA e na Europa. É verdade. Dilma se esqueceu de computar, certamente, quanta emissão de carbono custaram desenvolver as vacinas e o Prozac, desembarcar as tropas na Normandia ou combater o terrorismo global.

Também somos bons
Ora, somos todos bons. Eu sou bonzinho. Diogo é bonzinho. Os céticos são bonzinhos. Muitos podem não acreditar, mas somos contra a poluição, o desmatamento, o lixo nas praias, os rios poluídos, o arroto de metano dos idiotas etc. Ocorre que dispensamos a linguagem do terror. Também achamos melhor viver num mundo mais limpo.

Ocorre que o debate ambientalista foi tomado por gente que ficaria melhor numa camisa-de-força. Se as leis ambientais existentes forem implantadas em São Paulo, por exemplo, será preciso eliminar parte da agricultura do estado, destruir o que já está plantado. Os cálculos sobre emissão de carbono começaram a seguir a vertigem da imaginação. Ouvi uma jornalista falar hoje na TV, num tom de quem alimentava certa simpatia pela idéia, que há cientistas que acreditam que já não basta uma redução drástica da emissão de gases: seria preciso capturar parte do que já está na atmosfera!!!

Aí já estamos no terreno da loucura pura e simples. Inexiste tecnologia para isso. Alguns bilhões teriam de ser investidos nessa quimera — sem contar os outros todos para conter as emissões, compensando, de algum modo, as populações pobres que certamente teriam de arcar com este esforço para salvar o planeta. E tudo em nome de um Apocalipse em expansão, cujos desastres vão variando de acordo com as palavras de ordem da militância.

Mas Krugman acha que precisamos aprender a ter limites. Começaram nesse negócio como cientistas e já falam como se fossem nossos padres, nossos rabinos, nossos pastores, nossos monges. O nome disso é religião.

Copenhague já deu com os burros n´água. E, por isso, a economia criada pelo terror do aquecimento global, para sobreviver, vai ter de recuar um pouco. E vai até esfriar um pouco o planeta para justificar seu arrefecimento. Querem apostar?

Fonte: Reinaldo Azevedo
Imagem: Internet

Bispo britânico elogia Talebã e causa polêmica

O novo bispo anglicano para as Forças Armadas britânicas, Stephen Venner, causou polêmica ao declarar em uma entrevista que os militantes do Talebã poderiam "talvez ser admirados por sua convicção à fé e seu senso de lealdade uns com os outros".

Em uma entrevista ao jornal britânico Daily Telegraph publicada nesta segunda-feira, Venner afirmou que ninguém nos países ocidentais poderia aprovar o que o Talebã defende, mas a atitude em relação ao movimento é muito "simplista".

"Existe um grande número de coisas que o Talebã defende e que nenhum de nós no Ocidente poderíamos aprovar, mas simplesmente afirmar que tudo o que eles fazem é ruim não está ajudando na situação", disse.

As declarações de Venner levaram um parlamentar britânico, o liberal democrata Bob Russell, a acusar o bispo anglicano de oferecer "consolo e auxílio ao inimigo".

Russel acrescentou que o bispo deveria se concentrar em "melhorar o moral de nossas Forças Armadas ao invés de melhorar o moral do nosso inimigo".

Já o bispo disse em entrevista à BBC que suas afirmações foram tiradas do contexto pelo Daily Telegraph.

"Não estou tentando apoiar o Talebã. No momento, o que eles estão fazendo é maligno", disse.
Venner afirmou que ficaria "profundamente angustiado" se alguém se sentisse ofendido e esperava não ter ameaçado seu trabalho.

'Ingênuo'
Na entrevista à BBC, Venner admitiu que pode ter sido ingênuo ao fazer os comentários para o Daily Telegraph.

"Não estou tentando apoiar o Talebã. Longe disso. Apoio muito nossas forças", disse.
"E se o que eu disse e a forma como foi divulgado ofendeu alguém, então, é claro, estou profundamente angustiado e muito arrependido, e se a isto se aplica o rótulo de ingenuidade, então eu meu considero culpado", afirmou.

O bispo afirma que a forma com que a entrevista foi escrita, fez com que seus comentários parecessem "incrivelmente insensíveis".

Venner também defendeu a afirmação que fez, durante a entrevista, da necessidade de trabalhar com o Talebã quando a operação militar no Afeganistão for encerrada.

"Foi uma pequena frase em uma entrevista muito longa, e uma frase que simplesmente afirmava que você não pode descrever todo mundo do Talebã como igualmente sombrio, igualmente mau", disse.

"Estes (militantes) são seres humanos e existem alguns entre eles que podem - não sabemos - que poderiam talvez ser as pessoas com quem, no final das contas, poderíamos negociar."
Venner também divulgou uma declaração condenando as ações do Talebã.

"A forma como o Talebã está lutando no Afeganistão é má, tanto com as mortes indiscriminadas de civis como com a forma com que eles aterrorizam a população. Nenhuma religião pode tolerar suas ações."

"Dou apoio total aos soldados britânicos e aliados que estão no país, tentando trabalhar com o governo afegão para trazer a estabilidade, democracia e uma paz duradoura", acrescentou.
O bispo anglicano Stephen Venner foi apontado para o cargo nas Forças Armadas em julho de 2009.

Fonte: O Globo

Natal: tradição cristã ou festa pagã?

(clique na imagem para ampliar)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Da igreja católica à igreja universal : um estudo sobre os sentidos construídos por católicos que se converteram à igreja universal do reino de Deus


Dissetação de Mestrado em Psicologia defendida por Clauberson Sales do Nascimento Rios na Universidade de Fortaleza

Esta dissertação teve como objetivo maior apreender os sentidos que foram construídos por católicos ao longo de seu processo de conversão para a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). De um modo específico, procurou-se investigar como a Religião Católica servia de suporte aos fiéis para a resolução do mal-estar e do desamparo antes da conversão; identificar porque os fiéis se afastaram de sua tradição religiosa; apontar os aspectos subjetivos que motivaram a escolha da IURD como nova opção religiosa; e analisar as repercussões da conversão na vida destes sujeitos, em especial nas dimensões de significação do mal-estar e do desamparo. Partindo de um esquema geral acerca das Etapas da Conversão propostas por Valle (2002), estas etapas foram repensadas com base no referencial teórico que sustentou esta pesquisa, qual seja, a psicanálise, saber este que serviu tanto para a construção das categorias teóricas deste estudo (Mal-estar, Desamparo, Investimento de Objeto e Weltanschauung), como para a análise dos dados.

Clique aqui para o texto completo [pdf - 221 p.]
Imagem: Internet (Sérgio Von Helder no episódio do "chute na santa")

"Não existe aquecimento global", diz representante da OMM na América do Sul



Por Carlos MadeiroEspecial para o UOL


Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.

Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.

UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?

Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.

UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?

Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.

UOL: Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?

Molion: Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas - algumas das que falavam da nova era glacial - que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.

UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.

Molion: Depende de como se mede.

UOL: Mede-se errado hoje?

Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.

UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?

Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?

Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.

UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?

Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.

UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?

Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.

UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?

Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.

UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?

Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.

UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?

Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.

UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?

Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.

UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?

Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.

UOL: Mas o mar não está avançando?

Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.

UOL: O senhor viu algum avanço com o Protoclo de Kyoto?

Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.

UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?

Molion: Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.

UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?

Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.

Fonte: UOL

sábado, 12 de dezembro de 2009

Blair defende decisão de invadir Iraque

A invasão do Iraque justificou-se apesar de não estar provada a existência de de armas de destruição maciça naquele país, considerou hoje, sábado, o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair, que envolveu a Grã-Bretanha na guerra em 2003.

"A convicção era que representava uma ameaça para a região, sobretudo pela suposta existência de armas de destruição maciça (ADM), mas é certo que [Saddam Hussein] utilizou armas químicas contra a sua própria população", justificou Blair numa entrevista à cadeia televisiva BBC1.

Interrogado sobre o envolvimento do seu país na guerra do Iraque em Março de 2003, apesar de Saddam Hussein não possuir armas de destruição maciça, Blair continua a pensar que "foi justo derrubá-lo" devido à ameaça que constituía para a região.

"Eu tinha que tomar uma decisão e acho que hoje não estaríamos melhor com ele e os seus dois filhos no poder", considerou o antigo chefe do governo britânico (1997-2007).

Esta entrevista é difundida numa altura em que decorre em Londres um processo de audições públicas sobre o envolvimento britânico no Iraque, em cjo âmbito Blair será chamado a testemunhar no próximo ano.

Apesar dos argumentos para a guerra contra Saddam Hussein, não foram encontradas armas de destruição maciça no Iraque após a invasão de 2003 liderada pelos Estados Unidos.

"Penso que era importante tomar aquela decisão com base no que se acredita ser justo, porque não havia outra forma de o fazer", acrescentou Tony Blair na entrevista à BBC1.

Convertido ao catolicismo depois de deixar o poder, o antigo chefe do governo britânico assegurou que a sua nova religião não teve qualquer influência na sua decisão, ao contrário do que alguns círculos políticos crêem.


Fonte: Jornal de Notícias

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Não quero mais ser evangélico

Não estou brincando! A indignação toma conta de meu ser, pois não dá mais. Evangélico no Brasil virou sinônimo de movimento financeiro religioso, algo meio sem ética – ou totalmente se preferir – em que se rouba e depois ora pedindo perdão a Deus. O “mensalão” de Brasília revela não apenas o que há de pior na política brasileira, mas algo cheira mal na fé evangélica também (ou plagiando o filme, “Fé de mais não cheira bem”). Como é possível alguém orar e dizer que o “financiador” é uma bênção para a cidade? A verdade é que hoje a cristandade está com a síndrome de Geazi, servo do profeta Eliseu (2Reis 5:20-27). Correndo atrás dos tesouros de Naamã, a cristandade gananciosa (2Reis 5:20) mente e camufla situações para justificar seus pecados (2Reis 5:22); pior, esconde o pecado (2Reis 5:24), mostrando a hipocrisia em que vivem (2Reis 5:25). Desta vez foi a gota d’água, ver um pastor, que é deputado distrital – o que já é incoerente, pois ou é pastor ou deputado – e o presidente da Câmara, orando e pedindo a Deus pelo gestor das fraudes, chamando-o de “instrumento de bênção para nossas vidas e para a cidade”. Para a cidade de Brasília eu não sei, mas parece que o gestor financeiro do mensalão foi uma “bênção” para outros.

Não é apenas isso (ou tudo isso), mas a Igreja Evangélica no Brasil virou um monstrengo, uma colcha de retalhos, que mistura “alhos com bugalhos”, Bíblia com água e óleo ungido. Os pastores deixaram de ser homens de reconhecida piedade para serem executivos da fé; jogaram no lixo a orientação de Paulo para serem ministros de Cristo, que se ocupassem da leitura da Escritura, “à exortação e ao ensino” (1Timóteo 4:12,13), para serem ministros de si mesmo, onde a “escritura” agora é auto-ajuda, e a exortação e o ensino viraram barganha de promessas. Não me escandalizo mais, pois o que sinto é uma revolta contra aqueles que “seguiram pelo caminho de Caim, e por causa do lucro se lançaram no erro de Balaão...” (Judas 11).

Por isso não me chamem de “evangélico”, pois este termo implicava numa atitude baseada no Evangelho de Cristo. Mas hoje isso virou um termo jocoso e maldoso. Não quero mais compactuar com pastores que vendem e compram igrejas (isso mesmo!) como se fossem propriedades privadas, investimentos financeiros lucrosos. Não quero mais saber deste evangelicalismo sem ética, sem doutrina e que está mandando milhares para o inferno. Chega deste evangelho de faz-de-conta, em que Jesus é apresentado como um “amigão”, mas nunca como Senhor. Chega deste “evangelho” sem cruz, sem vergonha e mentiroso. Com certeza, Pedro está certo quando afirma pelo Espírito Santo: “... Tais homens têm prazer na luxúria à luz do dia... enganam os inconstantes e têm o coração exercitado na ganância. São malditos. Eles se desviaram, deixando o caminho reto e seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça” (2Pedro 2:13-15).

E agora? Onde estão os apóstolos que pedem dinheiro e se envolvem com as maracutaias religiosas? Onde estão aqueles que oram pelo dinheiro sujo e pedem em nome de Deus que os abençoe? Onde estão aqueles que vendem igrejas com membros e tudo mais? Que pedem “trízimo” (não estou brincando), ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo? Onde estão os profetas com suas “profetadas” e palavras “ungidas”? Onde está a Igreja que diz proclamar em alta voz que o Brasil é do Senhor Jesus? Ouçamos Isaías: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que transformam trevas em luz e luz em trevas, e ao amargo em doce, e o doce em amargo!... Por isso a ira do SENHOR acendeu-se contra o seu povo, e o SENHOR estendeu a mão contra ele e o feriu...” (Isaías 5:20,25a).

Aqui não é um julgamento. Que ninguém me venha com a falácia de “Não julgueis para não serdes julgados”, pois isso é um simplismo de que se aproveitam muitos daqueles que são desonestos e usam a Bíblia para justificar suas ações. Diante da injustiça não podemos nos calar, seja ela de um evangélico ou não. Não me chamem de evangélico, pois não quero este evangelho mercadológico. Quero apenas ser cristão, quero apenas seguir a Cristo e viver para Ele.

O autor, Gilson Souto Maior Junior, é pastor sênior da Igreja Batista do Estoril e professor de Antigo Testamento e Hebraico da Faculdade Teológica Batista de Bauru - Fateo

Fonte: Jornal da Cidade

Dinheiro na cueca

Os minaretes suíços e o Islã europeu

por Daniel Pipes
Jerusalem Post

Qual a importância do recente referendo suíço sobre a proibição da construção de minaretes (pináculos adjacentes às mesquitas de onde são emitidas as chamadas às orações)?

Alguns podem ver a decisão de 57,5 a 42,5 por cento endossando a emenda constitucional como quase inexpressiva. O establishment político se opôs à emenda de forma esmagadora, a proibição provavelmente nunca entrará em vigor. Apenas 53,4 por cento do eleitorado votou, portanto meros 31 por cento de toda a população endossam a proibição. A proibição não aborda as aspirações islamistas e muito menos o terrorismo muçulmano. Ela não tem nenhum impacto sobre a prática do Islã. Não previne a construção de novas mesquitas nem requer que os quatro minaretes da Suíça existentes sejam demolidos.

Também é possível rejeitar o voto como sendo o resultado peculiar da singular democracia direta da Suíça, uma tradição que teve inicio em 1291 e não existe em nenhum outro lugar na Europa. Josef Joffe, o respeitado analista alemão, vê o voto como um retrocesso populista contra a série de humilhações que os suíços tiveram que suportar em anos recentes culminando no sequestro de dois homens de negócios na Líbia e o humilhante pedido de desculpas do presidente da Suíça para conseguir sua liberação.

Entretanto, eu vejo o referendo como consequente e bem além das fronteiras suíças.

Primeiro, ela levanta questões delicadas de reciprocidade nas relações muçulmano cristãs. Alguns exemplos: Quando a primeira igreja cristã do Qatar, Nossa Senhora do Rosário, foi inaugurada em 2008, não possuía cruz, sino, cúpula, torre ou símbolo. O padre do Rosário, Tom Veneracion, explica sua ausência: "A ideia é a de ser discreto porque não queremos inflamar emoções." E quando os cristãos de Nazlet al-Badraman, uma cidade do Alto Egito, após quatro anos de "negociações laboriosas, suplicação e conflitos com as autoridades" finalmente conseguiram em outubro obter a permissão de restaurar uma torre cambaleante da Igreja Mar-Girgis, uma gangue de aproximadamente 200 muçulmanos atacaram-nos, atirando pedras gritando slogans sectários e islâmicos. A situação dos coptas é tão ruim que eles tiveram que reverter à construção de igrejas secretas.

"Nossa Senhora do Rosário," a primeira igreja cristã do Catar, não possui cruz, sino, cúpula, torre ou símbolo.

Por que, a Igreja Católica e outras estão perguntando, deveriam os cristãos sofrer tais afrontas enquanto os muçulmanos desfrutam de plenos direitos em países historicamente cristãos? O voto suíço se adapta a esse novo espírito. Os islamistas, claro, rejeitam essa premissa de paridade; o ministro das Relações Exteriores do Irã Manouchehr Mottaki ameaçou seu colega suíço com "consequências" não específicas sobre o que ele classificou de atos anti-islâmicos, implicitamente intimidando que a proibição dos minaretes se torne uma questão internacional comparável aos tumultos das caricaturas dinamarquesas de 2006.



O ministro das Relações Exteriores do Irã Manouchehr Mottaki ameaça com "consequências" em virtude dos atos anti-islâmicos.

Segundo, a Europa está numa encruzilhada em relação a sua população muçulmana. Das três principais futuras possibilidades – de todos se entenderem, muçulmanos dominando ou sendo rejeitados – o primeiro é altamente improvável, mas o segundo e o terceiro parecem igualmente possíveis. Nesse contexto, o voto suíço representa uma legitimação potencialmente importante das visões anti-islâmicas. O voto ocasionou apoio através da Europa, sinalizado pela votação on-line patrocinada pela mídia da corrente predominante e por declarações de personalidades proeminentes. Segue uma pequena amostra:

França: 49.000 leitores do Le Figaro, por uma margem de 73 a 27 por cento, votariam pela proibição de novos minaretes em seu país. Os 24.000 leitores do L'Express concordaram por uma margem de 86 a12 por cento, com 2 por cento de indecisos. O importante colunista, Ivan Rioufol do Le Figaro, escreveu um artigo intitulado "Homenagem à resistência do povo suíço." O presidente Nicolas Sarkozy foi citado como tendo dito "o povo, na Suíça bem como na França, não quer que seu país mude, que seja desnaturado. Eles querem manter sua identidade."
Alemanha: 29.000 leitores do Der Spiegel votaram 76 a 21 por cento, com 2 por cento de indecisos, para proibir os minaretes na Alemanha. 17.000 leitores do Die Welt votaram 82 a 16 em favor do "Sim, eu me sinto constrangido pelos minaretes" sobre "Não, a liberdade de religião está sendo restringida."

Espanha: 14.000 leitores do 20 Minutos votaram 93 a 6 por cento em favor da declaração "Positivo, nós precisamos conter a crescente presença da islamização" contra "Negativo, é um obstáculo à integração dos imigrantes." 35.000 leitores do El Mundo responderam com 80 a 20 por cento que eles apóiam uma proibição dos minaretes semelhante à da Suíça.
Embora não seja científica, a assimetria dessas (e outras) pesquisas de opinião, variando entre 73 e 93 por cento das maiorias endossando o referendo suíço, sinalizam que os eleitores suíços representam o crescente sentimento anti-islâmico por toda a Europa. A nova emenda também valida e potencialmente encoraja a resistência à islamização através do continente.
Por essas razões, o voto suíço representa um possível divisor de águas para o islamismo europeu.
Atualização de 9 de dezembro de 2009: Uma pesquisa científica dos belgas patrocinada pelo semanário Le Soir realizado pelo iVOX descobriu que 59,3 por cento da população belga é favorável a uma proibição semelhante à da Suíça a respeito da construção de novos minaretes e 56,7 por cento quer proibir a construção de mesquitas. A pesquisa de opinião de 1.050 pessoas foi realizada de 3 a 5 de dezembro com uma margem de erro de 3 por cento.

Daniel Pipes é um dos maiores especialistas em Oriente Médio, Islã e terrorismo islamista da atualidade. Historiador (Harvard), arabista, ex-professor (universidades de Chicago e Harvard; U.S. Naval War College), Pipes mantém seu próprio site e dirige o Middle East Forum, além de participar do Middle East Quartely, Middle East Intelligence Bulletin e do Campus Watch. Daniel Pipes é autor de mais de uma dezena de livros, entre eles, Militant Islam Reaches America, Conspiracy, The Hidden Hand e Miniatures.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Os (verdadeiros) filhos do Brasil

Roberto DaMatta*

Leio que vão fazer um filme sobre o “Roberto”. Pô — imagina o meu lado narciso, apoiado por sua dimensão cretina (que faz todo mundo dizer e fazer merda) — finalmente minha vida como herói das salas de aula e dos livros escritos pelas madrugadas; das viagens pelos sertões e pesquisas nas aldeias indígenas; como interprete do Brasil pelo carnaval, pela malandragem e pelo futebol, será reconhecida! Fantasia, é claro! Quem você penso que é, diz, trazendo-me ao chão, você, leitor dessas bem traçadas? A cinebiografia programada será de um “Roberto”, sem dúvida, mas do Carlos. Este, sim, merecedor de ter sua vida ampliada em tela gigante a ser vista com música de fundo e no escuro que conduz à concentração e ao choro escondido e arrebatado.

O que esse surto narcisista do cronista tem a ver com o assunto do momento (do momento? tá brincando…): o caso concreto e filmado de, entretanto, uma “alegada”, “suspeita”, “suposta”, “hipotética” e “mentirosa” “corrupção”, cometida por José Roberto Arruda, governador de Brasília e seus comparsas? Pois até agora, como remarcou o presidente Lula, que, para beneficio do bom senso, mudou de ideia, só temos imagens e elas não dizem muito mais — sobretudo depois de enlouquecer de tanto vê-las — do que um milhão de palavras! O que tem esse caso pseudopolicial de corrupção com minha fantasia narcisista de ser cinebiografado tendo, quem sabe, Sean Connery — p.q.p! — fazendo o meu papel? Tem tudo, caros leitores! A raiz disso que chamamos de “corrupção” ou “roubalheira” faz parte da dinâmica dessa sociedade de viés aristocrático, escravocrata e capitalista que, reduzindo a política a uma formalidade e situando tudo no estado, adotou o sistema republicano.

Nela, há mais dificuldade em ter cidadãos iguais perante a lei do produzir em série que chamei — faz 30 anos, no livro, “Carnavais, malandros e heróis” — “superpessoas”. Essas figuras que resultam da combinação do viés hierárquico e carismático (que marcam a nobreza) com a burocracia estatal de corte igualitário, desenhada para dela diferenciar-se e proteger-se e que acaba por ser sócia do sistema e por isso inventa o “sabe com quem está falando?” em todas as situações em que se vê ameaçada pela igualdade que recusa seguir. A superpessoa ou o sujeito com biografia, situado acima das leis, é rotineiramente fabricado neste sistema governado por leis universais e igualitárias mas que, na prática ou na “realidade”, são aplicadas com toneladas de sal (para parafrasear Weber) e pimenta (digo eu) somente para os subordinados.

Nesse Brasil, a discussão política passa por tudo, menos pelo poder dos governantes que passam a ser os donos (como acentuou Faoro) de um sistema centralizado cujo caráter é, paradoxalmente, universal, mas que opera de modo particularista, perguntando menos sobre o que e como foi feito, e muito mais pelo quem fez. Quando se chega nesse nível, você vira filho do Brasil! Uma vez por dentro do estado (que governa tudo) e transformados em “superpessoas”, os administradores públicos deixam de ser guardas das leis e dos constrangimentos morais impostos pelos cargos, e viram seus senhores ou “políticos”.

Fazem como seus sócios das empresas privadas que contratam, com a diferença que essas empresas têm dono, enquanto os nossos corruptos deveriam ser escudeiros dos cargos que ocupam temporariamente.

Se aqueles burlam o mercado e a competição, estes saqueiam o povo em nome do qual foram eleitos. O resultado é que a lei só vale para baixo e para o lado, sobretudo para quem está do “outro lado”.

Os mensalões provam que a questão não está na “direita”, como pensávamos antigamente; mas no “centro” e também na “esquerda” lacerdista, como o governo Lula teve a honra de demonstrar. Mais: ocorre em todos os níveis politico-administrativos.

No federal (caso do PT), estadual (caso do PSDB) e municipal (caso dos DEM).

Isso prova como a ideologia se esvai diante desse estilo de governo que transforma o eleito em nome do povo num rei. Numa superpessoa.

Uma entidade que, como dizia Darcy Ribeiro: não nasceu, foi fundado (caso dele, aliás…). E, assim, biografado, bajulado e cinebiografado; atinge um “Nirvana social” — essa forma brasileira de onipotência. Entra na aristocracia dos que podem confundir igualdade e hierarquia e usar as instituições que administram — salvo as exceções que confirmam a regra sem nenhuma noção de limite, culpa ou vergonha. Os verdadeiros filhos do Brasil, leitores, são a elite, não o povo. Esse sempre foi o filho da puta do país! Aliás, a ética do sistema escancara: “aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei!”, o que a um só tempo demonstra a nossa aversão a igualdade que deveria estar no centro de um sistema liberal até hoje claudicante, e a subordinação de um valor às redes de relações pessoais, responsáveis por essa rotineira cadeia de saques dos dinheiros públicos. Os filmes dos pilantras eleitos e dos seus asseclas, dando e recebendo dinheiro vivo, sendo envergonhadamente escondido (afinal até bandidos têm noção do imoral) na meia e na cueca (se pudessem enfiavam o dinheiro no próprio corpo), nesses mensalões, serve ao menos para revelar essa dolorosa e triste verdade! (Continua, se não houver coisa mais deprimente, na próxima semana).

* Um dos mais ilustres antropólogos brasileiros. Ocupa a Cátedra Reverend Edmund P. Joyce, CSC da Universidade Notre Dame, em Indiana, Estados Unidos. É autor de vários estudos importantes, entre os quais se destacam “Carnavais”, “Malandros e Heróis”, “A Casa & a Rua” e “O que faz o brasil, Brasil?”.

Fonte: Instituto Millenium

+ só


“O homem mais poderoso que há no mundo é o que está mais só”
Henrik Ibsen

Quase 3000 cristãos presos na Eritreia


Apenas três confissões cristãs são reconhecidas oficialmente no país africano, e mesmo essas têm sofrido repressão nos últimos anos. Esta semana foram detidas 30 mulheres por rezar ilegalmente.

Um grupo de 30 mulheres, na sua maioria idosas, foi detido no passado dia 5 de Dezembro na Eritreia, encontrando-se detidas.

O seu crime é pertencerem a uma igreja evangélica, não reconhecida oficialmente pelo Estado totalitário do país africano.

Na Eritreia apenas podem operar a Igreja Ortodoxa da Eritreia, a Igreja Católica e a Igreja Evangélica Luterana da Eritreia. Qualquer outra confissão é proibida e os seus praticantes estão constantemente sujeitos à detenção e a tempos indefinidos nas terríveis prisões do país.

Mesmo as religiões oficiais têm passado por dificuldades. O Patriarca Antonios foi deposto pelo sínodo da Igreja Ortodoxa, alegadamente sob pressão do Governo, e tem estado em prisão domiciliária desde o ano passado.

Ao todo, organizações internacionais estimam que cerca de 2800 cristãos estejam detidos por causa da sua fé, a maioria em condições terríveis. Há relatos de 15 a 20 presos a ocupar contentores colocados ao sol, e um sobrevivente definiu as condições da prisão onde esteve como estando a viver numa fossa ao ar livre.

Fonte: Rádio Renascença - Portugal